Varadouro: A Minha Paixão pelos Búzios e Conchas

A minha paixão pelos búzios e pelas conchas começou no Varadouro. Desde crianças, passávamos horas na “Praia Grande”, escolhendo cuidadosamente entre as pedras os pequenos búzios que ali apareciam, como se cada um guardasse um segredo do mar. Uns mais coloridos, outros mais discretos; uns partidos, outros intactos. Aquele gesto, simples e repetido, transformou-se numContinue reading “Varadouro: A Minha Paixão pelos Búzios e Conchas”

Varadouro: Cisternas da Minha Memória

Lembro-me do Varadouro de outros tempos, quando não havia água canalizada, nem luz, muito menos televisão. A vida era simples, guiada pelo ritmo do sol. A água vinha das cisternas ou dos tanques. Cada casa tinha os seus. Eram tesouros preciosos, valorizados pela escassez e guardados na memória como relíquias de outros dias. Tudo seContinue reading “Varadouro: Cisternas da Minha Memória”

OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK

Parte III Publicado na Revista “Blanco y Negro” N.º 2919 de 13 de Abril de 196 A PODEROSA CAUDA GOLPEIA A ÁGUA COM GRANDE FÚRIA A baleia foi localizada imediatamente, bem na frente do barco. José de Jesús, guiando-se pelo arpoador José Rafael, ordenou o arremesso do arpão e mudou a vela. Tive que meContinue reading “OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK”

OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK

Parte II Publicado na Revista “Blanco y Negro” N.º 2919 de 13 de Abril de 1968 RESSUSCITA NOS AÇORES A EPOPEIA DOS VELHOS BALEEIROSNo arquipélago dos Açores, em pleno Atlântico, duro e tempestuoso, a caça à baleia é realizada hoje exatamente como nos tempos de Moby Dick, há 166 anos, em botes de sete lugaresContinue reading “OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK”

OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK

Parte I Publicado na Revista “Blanco y Negro” N.º 2919 de 13 de Abril de 1968 O antigo, apaixonante e perigoso ofício da caça à baleia não mudou absolutamente nada desde os tempos de Moby Dick, há cento e sessenta anos. O amor pela aventura levou o multimilionário Jim Skakel a embarcar num bote baleeiroContinue reading “OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK”

Plano de Defesa do Varadouro

 Vila de Horta, 30 de junho de 1831 “Varadouro, é uma baía de uma extensão considerável, da qual os extremos são o Morro de Castelo Branco e Ponta da Lapa; o ponto de desembarque é apenas no lugar propriamente chamado Varadouro, e onde só barcos pequenos e com bons práticos, é possível chegar, atendendo serContinue reading “Plano de Defesa do Varadouro”

Varadouro: Ao Sabor das Amoras

Era sempre nos finais de agosto, quando os dias ainda tinham aquele calor bom que se cola à pele, mas as noites já começavam a chamar o outono. Íamos às amoras. Desde pequeno que era assim — a minha mãe à frente, os meus irmãos e meus primos a saltar de pedra em pedra, eContinue reading “Varadouro: Ao Sabor das Amoras”

Varadouro: Onde o Mar Moldou Vidas

Ao longo da minha vida, conheci gerações inteiras de pescadores. Famílias que pareciam moldadas pelo sal e pelo vento, dedicadas à pesca como se fosse parte do seu destino. Com cada uma delas, aprendi mais do que palavras poderiam ensinar. A convivência trouxe-me lições que vão além do mar: a paciência diante da incerteza, oContinue reading “Varadouro: Onde o Mar Moldou Vidas”