Um porto no Varadouro

Para os nossos pescadores, ou um porto na Lapa para dois ou três burgueses pescarem dois meses de verão? — Explicou-nos o mestre Rufino, oficial de baleia e pescador. Uma opinião, quanto a nós muito válida, que se transmitiu de geração para geração, é a dos pescadores da freguesia do Capelo, que gastaram a peleContinue reading “Um porto no Varadouro”

O porto do Comprido restituído aos nossos pescadores, pelo mar

Há 50 anos… Jornal Correio da Horta de 12 de Abril de 1975 Uma nota de reportagem “Precisamente há 17 anos, o vulcão dos Capelinhos, soterrando toda aquela zona do Canto, de areia e pedregulhos, formando uma extensa praia até ao Monte do Castelo Branco. Uma pessoa poderia deslocar-se a pé duma ponta a outra,Continue reading “O porto do Comprido restituído aos nossos pescadores, pelo mar”

O Dia em que o Vulcão Falou pelo Príncipe

A preparação da visita do Príncipe Alberto II ao Faial foi repleta de momentos peculiares, mas poucos se podem comparar à odisseia surreal envolvendo o acesso ao Farol dos Capelinhos. Era evidente que o evento precisava de requinte e organização, mas a ideia de permitir que viaturas chegassem até ao miradouro privilegiado do vulcão parecia-me,Continue reading “O Dia em que o Vulcão Falou pelo Príncipe”

Retalhos da Memória

Nossa incúria – As termas do Varadouro Publicado no Jornal “Eco” em 1915 “Na presente ocasião encontram-se dezenas de pacientes a banhos das águas medicinais do Varadouro. Uma parte desses pacientes tem de pagar a água necessária para banhos à razão de 45 ou 60 centavos, por falta de um encanamento convenientemente estudado, que conduzaContinue reading “Retalhos da Memória”

Casa dos Botes do Porto do Comprido

Memória e Património Baleeiro do Faial Desde criança, a minha ligação ao mar e às histórias contadas pelos pescadores do Varadouro despertaram em mim a curiosidade e a vontade de saber mais. Ainda assisti aos últimos tempos da baleação no Varadouro e ouvi muitas histórias dessas aventuras passadas, algumas embelezadas, mas sempre com atenção. TalvezContinue reading “Casa dos Botes do Porto do Comprido”

Varadouro: Cisternas da Minha Memória

Lembro-me do Varadouro de outros tempos, quando não havia água canalizada, nem luz, muito menos televisão. A vida era simples, guiada pelo ritmo do sol. A água vinha das cisternas ou dos tanques. Cada casa tinha os seus. Eram tesouros preciosos, valorizados pela escassez e guardados na memória como relíquias de outros dias. Tudo seContinue reading “Varadouro: Cisternas da Minha Memória”

Memórias de Vida

Robert Henry Clarke (1919–2011) foi um oceanógrafo britânico especializado no estudo de cachalotes e outras espécies de cetáceos. Pioneiro na investigação sobre a ecologia e a biologia destes animais, destacou-se também por documentar as práticas tradicionais de caça à baleia. Em 1949, veio ao Faial para estudar a baleação artesanal e esteve no Porto doContinue reading “Memórias de Vida”

OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK

Parte II Publicado na Revista “Blanco y Negro” N.º 2919 de 13 de Abril de 1968 RESSUSCITA NOS AÇORES A EPOPEIA DOS VELHOS BALEEIROSNo arquipélago dos Açores, em pleno Atlântico, duro e tempestuoso, a caça à baleia é realizada hoje exatamente como nos tempos de Moby Dick, há 166 anos, em botes de sete lugaresContinue reading “OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK”