Um porto no Varadouro

Para os nossos pescadores, ou um porto na Lapa para dois ou três burgueses pescarem dois meses de verão? — Explicou-nos o mestre Rufino, oficial de baleia e pescador. Uma opinião, quanto a nós muito válida, que se transmitiu de geração para geração, é a dos pescadores da freguesia do Capelo, que gastaram a peleContinue reading “Um porto no Varadouro”

Moby Dick: a partida do Pequod no Natal

Este é um excerto pertence a Moby-Dick, romance publicado em 1851 por Herman Melville, uma das obras centrais da literatura e do imaginário marítimo do século XIX. Capítulo: 16 — The Ship – A partida do Pequod, no dia de Natal, quando Ismael e Queequeg finalmente deixam o porto e iniciam a viagem baleeira. “PorContinue reading “Moby Dick: a partida do Pequod no Natal”

Ao Abrir da Manhã – A Luz que Não Pediu Permissão

Publicado no Jornal Incentivo de 24 de Dezembro de 2025 Naquela noite de Natal, a cidade estava iluminada a preceito como sempre. Luzes nas varandas, montras cintilantes, árvores decoradas com alma. Ainda assim, Manuel sentia que algo faltava. Não era silêncio, pois havia música por todo o lado, era uma ausência difícil de descrever, mas impossível deContinue reading “Ao Abrir da Manhã – A Luz que Não Pediu Permissão”

O Faial visto por Emily Hahn

História atlântica, memória estrangeira e testemunho direto (1959) Em 1959, Emily Hahn publicou na revista The New Yorker uma série de reportagens dedicadas aos Açores, resultantes de uma viagem longa e irregular entre ilhas, condicionada pelo clima e pela navegação marítima. No conjunto desses textos, o Faial emerge como a ilha de maior densidade históricaContinue reading “O Faial visto por Emily Hahn”

Relíquias de Família – Águas de Verão de Florêncio Terra

Contos regionais ÁGUA DE VERÃO “Na segunda metade do século passado, ainda a freguesia dos Cedros, a mais importante da ilha e o celeiro do Faial, não estava ligada à cidade da Horta pela Estrada Regional, que se arrastava morosamente, a pé de boi, através dos terrenos ubérrimos do litoral. Por isso, quando qualquer pessoaContinue reading “Relíquias de Família – Águas de Verão de Florêncio Terra”

Ao Abrir da Manhã – Simplificar sem complicar

Publicado no Jornal Incentivo de  4 de Dezembro de 2025  Num país que proclama simplificação, mas continua a erguer barreiras invisíveis, continuamos perdidos num meio do caos e da burocracia portuguesa que transforma serviços públicos em pesadelos. Os casos aqui apresentados, apenas, alguns entre centenas, mostram um padrão persistente, cobrar, complicar e repetir. Não faltamContinue reading “Ao Abrir da Manhã – Simplificar sem complicar”

Ao Abrir da Manhã – Déjà Vu…

Publicado no Jornal Incentivo de 27 de Novembro de 2025 Há sempre um estranho conforto na repetição, na nossa vida, menos quando a repetição vem disfarçada de inevitabilidade política. Em Portugal, sempre que o governo anuncia reformas laborais ou mexidas na Segurança Social, instala-se um filme que já vimos demasiadas vezes. E, como em qualquerContinue reading “Ao Abrir da Manhã – Déjà Vu…”

O Faial em meados do século XIX e a hipótese do primeiro jogo de futebol em Portugal

A meio do século XIX, a ilha do Faial vivia um período peculiar da sua história. Situada no coração do Atlântico Norte, entre rotas obrigatórias de navios baleeiros norte-americanos, paquetes ingleses e embarcações comerciais europeias, a cidade da Horta era então um dos portos internacionais mais movimentados do arquipélago dos Açores. A baía fervilhava deContinue reading “O Faial em meados do século XIX e a hipótese do primeiro jogo de futebol em Portugal”

HOMENS DO MAR

“Há quem diga que centenários e seus múltiplos ou submúltiplos abundam com tal profusão na presente conjuntura que mais parecem uma grassante epidemia. Somos contra este conceito quando a celebração da efeméride é justificada pela grandeza do seu significado e sobretudo quando este se singulariza e distingue algo de difícil, de poderoso, que traduziu heroísmoContinue reading “HOMENS DO MAR”