Américo da Conceição — “Mestre Américo”(1938–1999) Américo da Conceição, conhecido por todos como Mestre Américo, foi um homem de generosidade rara e pescador de mão cheia. Nasceu a 4 de junho de 1938 e desde cedo fez do mar a sua casa. Baleeiro, filho do mar por vocação e destino, construiu a sua vida entre o Porto do Varadouro eContinue reading “Rostos do Porto do Varadouro”
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Rostos do Porto do Varadouro
A rubrica “Rostos do Porto do Varadouro” recorda pessoas que marcaram a minha vida e outras que deixaram a sua marca naquele lugar. São histórias, memórias e vivências ligadas ao Porto do Varadouro e à sua gente. Ao recordar estes rostos, preserva-se a memória de uma comunidade, porque um porto não é feito apenas deContinue reading “Rostos do Porto do Varadouro”
Relíquias do Passado
Vindimas no Varadouro
Um porto no Varadouro
Para os nossos pescadores, ou um porto na Lapa para dois ou três burgueses pescarem dois meses de verão? — Explicou-nos o mestre Rufino, oficial de baleia e pescador. Uma opinião, quanto a nós muito válida, que se transmitiu de geração para geração, é a dos pescadores da freguesia do Capelo, que gastaram a peleContinue reading “Um porto no Varadouro”
Retalhos da Memória
Nossa incúria – As termas do Varadouro Publicado no Jornal “Eco” em 1915 “Na presente ocasião encontram-se dezenas de pacientes a banhos das águas medicinais do Varadouro. Uma parte desses pacientes tem de pagar a água necessária para banhos à razão de 45 ou 60 centavos, por falta de um encanamento convenientemente estudado, que conduzaContinue reading “Retalhos da Memória”
Relíquias de Família
Varadouro: A Minha Paixão pelos Búzios e Conchas
A minha paixão pelos búzios e pelas conchas começou no Varadouro. Desde crianças, passávamos horas na “Praia Grande”, escolhendo cuidadosamente entre as pedras os pequenos búzios que ali apareciam, como se cada um guardasse um segredo do mar. Uns mais coloridos, outros mais discretos; uns partidos, outros intactos. Aquele gesto, simples e repetido, transformou-se numContinue reading “Varadouro: A Minha Paixão pelos Búzios e Conchas”
Varadouro: Cisternas da Minha Memória
Lembro-me do Varadouro de outros tempos, quando não havia água canalizada, nem luz, muito menos televisão. A vida era simples, guiada pelo ritmo do sol. A água vinha das cisternas ou dos tanques. Cada casa tinha os seus. Eram tesouros preciosos, valorizados pela escassez e guardados na memória como relíquias de outros dias. Tudo seContinue reading “Varadouro: Cisternas da Minha Memória”
OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK
Parte III Publicado na Revista “Blanco y Negro” N.º 2919 de 13 de Abril de 196 A PODEROSA CAUDA GOLPEIA A ÁGUA COM GRANDE FÚRIA A baleia foi localizada imediatamente, bem na frente do barco. José de Jesús, guiando-se pelo arpoador José Rafael, ordenou o arremesso do arpão e mudou a vela. Tive que meContinue reading “OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK”
OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK
Parte II Publicado na Revista “Blanco y Negro” N.º 2919 de 13 de Abril de 1968 RESSUSCITA NOS AÇORES A EPOPEIA DOS VELHOS BALEEIROSNo arquipélago dos Açores, em pleno Atlântico, duro e tempestuoso, a caça à baleia é realizada hoje exatamente como nos tempos de Moby Dick, há 166 anos, em botes de sete lugaresContinue reading “OS HOMENS DE VARADOURO CAÇAM A BALEIA COMO NOS TEMPOS DE MOBY DICK”