Rostos do Porto do Varadouro

Américo da Conceição — “Mestre Américo”(1938–1999) Américo da Conceição, conhecido por todos como Mestre Américo, foi um homem de generosidade rara e pescador de mão cheia. Nasceu a 4 de junho de 1938 e desde cedo fez do mar a sua casa. Baleeiro, filho do mar por vocação e destino, construiu a sua vida entre o Porto do Varadouro eContinue reading “Rostos do Porto do Varadouro”

No final de um Ciclo

Durante os últimos vinte anos fiz parte dos órgãos sociais do Clube Naval da Horta, tendo exercido funções dirigentes, participado em diversos projetos e comissões. Com a eleição da nova Direção, chega ao fim esta ligação de duas décadas, não por iniciativa própria, mas no âmbito do processo de renovação dos órgãos sociais. Foram vinteContinue reading “No final de um Ciclo”

Varadouro: Ao Sabor das Amoras

Era sempre nos finais de agosto, quando os dias ainda tinham aquele calor bom que se cola à pele, mas as noites já começavam a chamar o outono. Íamos às amoras. Desde pequeno que era assim — a minha mãe à frente, os meus irmãos e meus primos a saltar de pedra em pedra, eContinue reading “Varadouro: Ao Sabor das Amoras”

Varadouro: Onde o Mar Moldou Vidas

Ao longo da minha vida, conheci gerações inteiras de pescadores. Famílias que pareciam moldadas pelo sal e pelo vento, dedicadas à pesca como se fosse parte do seu destino. Com cada uma delas, aprendi mais do que palavras poderiam ensinar. A convivência trouxe-me lições que vão além do mar: a paciência diante da incerteza, oContinue reading “Varadouro: Onde o Mar Moldou Vidas”

O Varadouro e os Tesouros do Coração

Desde muito cedo, a minha paixão pela pesca fez-se sentir. Talvez tenha sido uma herança dos meus antepassados, pescadores da Madalena do Pico, que vinham de uma longa tradição ligada ao mar. Lembro-me de ser ainda criança e, ao ver os barcos a chegar à costa, o meu coração disparava. A alegria, a algazarra inconfundível,Continue reading “O Varadouro e os Tesouros do Coração”

A Árvore de Natal e o Presépio

Era o final de mais uma época natalícia. A casa, ainda envolta no brilho suave das luzes que piscavam, parecia respirar a despedida do encanto do Natal. Na sala, a lareira crepitava, espalhando um calor aconchegante que se misturava com o aroma da última ceia do Dia de Reis, onde o bolo tradicional caseiro feitoContinue reading “A Árvore de Natal e o Presépio”

Memórias de um distribuidor de jornais

Durante alguns anos, tive o privilégio de distribuir o jornal O Telégrafo na freguesia das Angústias. Numas casas, batíamos às portas, enquanto noutras deixávamos os exemplares nas caixas de correio. O contacto com os moradores fazia parte da rotina, mas era durante o Natal que essa tarefa se tornava especial, marcada por momentos de alegriaContinue reading “Memórias de um distribuidor de jornais”