
Não é uma ave residente nos Açores. É uma espécie migratória, observada no arquipélago sobretudo durante as suas deslocações no inverno, encontrando nas zonas costeiras locais onde pode descansar e alimentar-se.
Pode ser observado nas rochas e pequenas poças deixadas pela maré, procurando pequenos invertebrados, crustáceos, moluscos, insetos e larvas. A sua forma de se alimentar é muito característica: corre alguns passos, pára subitamente para observar o terreno e, quando deteta uma presa, lança uma bicada rápida e precisa.
Há, porém, um pormenor que começa a chamar a atenção de quem observa regularmente esta costa: nos últimos anos estas aves parecem ser vistas com maior frequência, inclusive durante o verão. O mesmo parece acontecer com outras espécies migradoras que, embora não sejam aves residentes, vão surgindo cada vez mais regularmente nesta época do ano.
É uma perceção interessante, embora a observação pessoal, por si só, não permita concluir que esteja efetivamente a aumentar o número de indivíduos. Pode tratar-se de alterações nas rotas migratórias, de aves não reprodutoras que permanecem durante o verão ou simplesmente de uma maior regularidade das ocorrências. Mas é precisamente este tipo de observação continuada, ano após ano, que torna tão interessante acompanhar a vida selvagem.