O nosso Trisavô, Capitão Florêncio José Terra Brum, nascido na Horta em 1825, destacou-se como uma importante figura da marinha mercante açoriana no século XIX. Filho do primeiro barão de Alagoa, comandou o primeiro paquete da Empresa Insulana de Navegação, o Atlântico, entre 1871 e 1877, contribuindo para as ligações marítimas regulares entre os Açores, Lisboa e Madeira. Ao longo da sua carreira, navegou entre os Açores, o continente português, Madeira, Cabo Verde e o Brasil, numa época em que a navegação era feita sem o apoio de faróis em grande parte das ilhas açorianas. Graças à sua experiência náutica, teve também um papel relevante na definição estratégica de vários faróis nos Açores, contribuindo para a segurança marítima da região.

Florêncio Terra faleceu a 27 de dezembro de 1877, aos 52 anos, a bordo do vapor Neptuno, durante uma viagem entre a Terceira e São Miguel. A sua morte teve forte repercussão na imprensa açoriana da época. Em janeiro de 1878, jornais liberais de Angra do Heroísmo, como A Terceira e A Ideia Nova, publicaram sentidas homenagens ao comandante. Enquanto A Terceira destacou a sua competência nos difíceis mares açorianos e os seus “bons e honrados sentimentos”, A Ideia Nova apresentou-o como um marinheiro experiente, homem íntegro e defensor dos ideais liberais. Estes testemunhos demonstram a relevância social e humana de Florêncio José Terra no meio marítimo açoriano e refletem o estilo eloquente e emotivo do jornalismo açoriano oitocentist