Lugar desde cedo caracterizado pela pesca. O registo mais antigo que se conhece acerca desta atividade, surge na obra de Gaspar Frutuoso “Saudades da Terra”, no século XVI. No seu Livro XVI, Gaspar Frutuoso descreve:
[….] Mais adiante, de Castelo Branco pera o noroeste, entra uma baía grande de ca-lhau e rocha talhada, que não tem serventia, e correndo a costa pera o nor-noroeste do mesmo Castelo Branco, até perto de uma légua, está uma baía, que se chama a Ribeira do Cabo, que é seca, sem corre senão de enchente, onde varam alguns batéis; e dali adian-te, pera o norte, obra de um tiro de bombarda, bota umas pontas ao mar rasas, onde está o pesqueiro do Tilme […]
O mapa identifica o primeiro Varadouro, a rampa antiga, junto às termas e o atual Porto (Lapa)

“O Fayalense” – 21 de julho de 1861
“…achando-se este Porto na Costa Sul da ilha, é perfeitamente abrigado dos ventos Nordeste (N.E), os quais não permitem o desembarque no Porto da Horta. É consequência de toda a conveniência o melhoramento daquele porto, afim dos barcos vararem com facilidade; porém um grande número de pedras bastante volumosas que se acham disseminadas na carreira dos barcos, torna por isso difícil e perigosa a referida varagem. Além disso o lugar do varadouro é bastante acanhado e exposto às pedras desabam da rocha sobranceira.
Por todas estas circunstâncias julgo indispensável remover as pedras soltas da carreira e estabelecer o varadouro em um novo local, o qual facilmente se obtém demolindo uma pequena choupana que embaraça o caminho para o novo varadouro. São estes os únicos trabalhos que se deve proceder para a melhoramento do Porto.
Para completo aperfeiçoamento deste é indispensável a reparação do caminho que a ele conduz. Todos estes trabalhos podem importar em 300$000 reis…”
