Nesta fotografia está documentado o naufrágio do vapor inglês “Main“, com 101 metros de comprimento, construído em 1868 pela Caird & Company Greenock, que afundou na ilha do Faial em 1892. A família Dabney, pioneira na arte da fotografia, capturou o momento em que o navio ardia, perdido na baía de Porto Pim, transportando uma carga de algodão e gado provenientes da cidade americana de Nova Orleães e destinados a Liverpool. O incêndio teve início no setor de alimentação do gado, resultando no naufrágio do vapor a uma profundidade de cerca de cinco metros, entre a Fábrica da Baleia e o atual Aquário de Porto Pim.
Apesar dos esforços empreendidos para salvar o navio, o fogo acabou por consumi-lo por completo. Os destroços do vapor permanecem ali, a cinco metros de profundidade na baía. O semanário faialense “O Açoriano”, de 27 de março de 1892, relata a tragédia, descrevendo os esforços realizados para evitar a perda do vapor e mencionando que apenas se conseguiram salvar 122 fardos de algodão e 680 sacas de semente. Além disso, os bois que escaparam causaram vários estragos, chegando alguns deles a cair sobre uma casa pertencente ao Sr. Manuel da Costa Nunes, onde estavam guardadas canoas baleeiras.
Esta fotografia, como tantas outras, foi colorida por meu irmão José Manuel Garcia e publicada no Jornal “Tribuna das Ilhas” – na rubrica “Faial Antigamente -Colorindo o Preto e Branco”


Com incêndios pouco se recupera. Se tivesse só encalhado, muito se teria aproveitado, se não mesmo contribuído para um espaço museológico no futuro, à semelhança do Vasa em Estocolmo… ________________________________
Desconhecia!
Adorei a explicação e a foto, que mostra o tema com maior proximidade da realidade. Foto muito brm tratada, como de costume, pelo primo José Manuel Garcia.