As obras de requalificação do Solar e Ermida de São Lourenço, no Faial estão paradas. Este processo arrasta-se há anos, resultando na degradação contínua do património, como as fotografias recentes documentão e não há uma explicação de ninigúem para esta situação.
Na primeira metade do século XVII, já existia uma quinta pertencente a Tomás de Pórras Pereira, capitão-mor do Faial. Em 1651, ele fundou uma ermida dedicada a São Lourenço, nome que permanece até hoje. No século XVIII, Jerónimo Sebastião Brum da Silveira, descendente do fundador, construiu a versão atual do Solar e da Ermida. Os Brum, poderosos e influentes, usaram a Quinta de São Lourenço como casa de campo e recreio, passando lá parte do ano.

No século XIX, o espaço perdeu o uso e entrou em decadência. A propriedade inclui o solar, a ermida, recintos cultivados, jardins e mata. O solar tem dois pisos, construído em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, excepto nas cornijas, molduras dos vãos e consola da varanda do piso superior, que são em cantaria à vista. A fachada principal tem seis vãos, com duas portas e quatro janelas no piso térreo, e seis janelas de sacada no piso superior. O acesso ao piso superior é feito por um balcão prolongado em plataforma, pavimentados com seixos pequenos.
A Ermida tem planta retangular, com uma sacristia de cada lado e um campanário na sacristia direita. A capela tem uma frontaria simples, com porta central sobrepujada por uma cornija e encimada por um óculo redondo. Toda a construção é de alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, com excepção do soco, cunhais, cornijas e molduras dos vãos, que são em cantaria à vista.
O património faialense vive esta sina de abandono e desleixo, o que é absolutamente lamentável.
