Desde do dia 12 de maio de 1958, o Vulcão dos Capelinhos entra numa nova fase, gerando mais de 400 sismos entre os dias 12 e 13 de Maio. Durante a noite, um grande terremoto causou muitos danos na freguesia da Praia do Norte e no Lugar da Ribeira do Cabo, freguesia do Capelo.

O Governador Civil, seguindo as orientações do Engenheiro Frederico Machado, iniciou o processo de evacuação das regiões afetadas. Posteriormente, acompanhado pelo Dr. Linhares de Andrade, presidente da Junta Geral, e pelo Engenheiro Frederico Machado, diretor das Obras Públicas, o Governador Civil visitou a Caldeira e constatou a emissão de gases e cinzas, temendo uma erupção mais severa.
Medidas como a divulgação na imprensa local e a fixação de avisos foram tomadas para acalmar a população. O Governador Freitas Pimentel e o Engenheiro Frederico Machado ordenaram então a evacuação do Capelo e da Praia do Norte, onde foram destruídas 500 residências e desalojadas milhares de pessoas. Na ilha do Faial foram danificados ou destruídos mais mil edifícios e ficaram mais de três mil pessoas desabrigadas.
A 15 de maio de 1958, o Ministro das Obras Públicas, Engenheiro Arantes e Oliveira, chegou à Horta para avaliar a situação e anunciou um plano abrangente de recuperação e reconstrução – o Plano de Recuperação Económica e Reconstrução da Ilha do Faial – (ainda hoje é possível ver alguns edifícios tipo dessa reconstrução) – além de disponibilizar navios caso fosse necessária uma evacuação rápida da população local. O Subsecretário da Educação Nacional, Dr. Rebelo de Sousa, prometeu bolsas de estudo para os afetados.

No final de maio, o Cônsul dos Estados Unidos da América visitou os Açores para discutir oportunidades de emigração para os EUA. No dia 1de junho de 1958, os Estados Unidos doaram uma importante ajuda em alimentos e roupas. Os produtos foram armazenados na “Casa Grande” e distribuídos pela CARITAS e pela Legião Portuguesa.

Este foi provavelmente o período de maior receio e destruição…em noite e dia de Nossa Senhora de Fátima. Começa aqui uma nova era na ilha do Faial, onde a emigração marcou nos últimos 66 anos a historia da nossa terra.